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A relação do consumidor com os esportes durante a quarentena e a volta do futebol

A pandemia do novo Coronavírus decretada em março colocou os esportes em quarentena: os Jogos Olímpicos no Japão, a NBA, a Champions League e muitos outros campeonatos intercontinentais e nacionais, maratonas, corridas de rua, natação etc. Segundo um estudo da consultoria Two Circles divulgado em abril, apenas 53% dos principais eventos esportivos programados para este ano serão mantidos. Três meses depois, diversos organizadores buscam reverter esse quadro com o retorno de alguns campeonatos esportivos, com ou sem torcida. 

Mas, mesmo com o cenário ainda incerto de como será a convivência com a Covid-19, a capacidade dos esportes de entreter as pessoas durante o confinamento não pode ser subestimada — principalmente com as academias de ginástica e parques ainda fechados. 

A prova disso é que mesmo quem não voltou às competições, está produzindo conteúdo para ficar próximo do seu público – sejam equipes, ídolos e atletas com suas torcidas e fãs e as marcas com seus consumidores. 

Neste #Panorama Máindi, reunimos algumas tendências deste novo cenário do segmento esportivo.

A pandemia no Brasil – Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a situação da pandemia por aqui ainda é grave. Ao mesmo tempo que não há uma queda consistente do número de casos para relaxar as medidas de isolamento social, que segundo especialistas tem como cenário ideal a queda das taxas de transmissão e redução consistente de novos casos por duas semanas pelo menos, muitas atividades não essenciais já estão sendo retomadas, inclusive o futebol! 

Por outro lado, muitas pessoas ainda não conseguiram apoio financeiro do governo e estão sendo obrigadas a arriscar a saúde para garantir o próprio sustento ou, pior, encontram-se sem perspectiva de trabalho ou renda. 

Por isso, em meio à pandemia, a melhor contribuição de muitas empresas neste momento é para a saúde pública, poupando colaboradores e evitando eventos presenciais e que geram aglomerações. E quando possível, evitando demissões ou apoiando ações sociais. 

É o que aponta o “Relatório de Práticas Emergentes dos negócios em resposta à crise do Covid-19”, um levantamento feito em parceria entre o nosso cliente Instituto Capitalismo Consciente Brasil, a startup Humanizadas e pesquisadores da USP de São Carlos, que mostra exemplos de empresas com práticas de negócios relacionadas a questões básicas de sobrevivência, disponibilizando ativos e infraestrutura aos seus colaboradores e à própria população. 

Entre os exemplos da área esportiva, cita os clubes de futebol Athletico-PR, Bahia, Botafogo, Ceará e Corinthians, que colocaram suas instalações à disposição das autoridades para ajudar a ampliar a infraestrutura de saúde pública no combate ao coronavírus. 

Volta do futebol – E mesmo sem ter estabelecido o pico da contaminação por Coronavírus e ainda, sendo o segundo país do mundo em número de casos e mortes pela doença, o Brasil foi o primeiro na América do Sul a anunciar a volta de um campeonato de futebol depois da pausa devido à pandemia. Por meio de uma votação virtual, os times da Série A do Rio de Janeiro decidiram pela volta da Campeonato Carioca, em 18 de junho. A partida entre Flamengo e Bangu foi realizada no Maracanã, onde também funciona um hospital de campanha para tratamento de pacientes com Covid-19, sem público e sem transmissão por nenhuma emissora de TV. 

E com a autorização da prefeitura do Rio de Janeiro para que o jogos do Carioca possam receber um terço da capacidade a partir de 10 de julho, o país também poderá ser o primeiro do continente a permitir a volta dos torcedores nos estádios. Para termos de comparação, na Europa, as principais ligas do futebol esperaram cerca de dois meses após o auge dos números de mortes do vírus para voltarem a ter partidas de futebol nos estádios. Até o momento, apenas sete dentre os 50 países mais bem colocados no ranking da Fifa autorizaram a volta dos torcedores nos estádios. 

Em maio, uma pesquisa realizada com apoio do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva com cerca de 3 mil torcedores pela internet mostrava que um em cada três apoiavam a volta imediata das competições. 

Marketing esportivo – Para compensar a queda de arrecadação com bilheterias, especialistas em marketing esportivo recomendam que os clubes e patrocinadores intensifiquem as transmissões na TV e o relacionamento virtual com os torcedores. A dica é investir cada vez mais no aumento da visibilidade das marcas na internet, com a realização de lives, conteúdos e ativações personalizadas e o desenvolvimento de novos modelos de patrocínio focado em gerar maior engajamento do público. 

E, aqui na Máindi, uma coisa que fazemos bem é criar influência! Confira neste post algumas ações que realizamos para clientes como a Umbro Brasil e a Guigo TV. 

Exercícios físicos em alta durante a quarentena – Outra forte tendência registrada pelos consumidores durante o confinamento foi a prática de exercícios em casa ou nas ruas, seja pelo aumento de mais de dez vezes na venda de alguns equipamentos para se exercitar, seja pela forte popularidade dos aplicativos de exercícios e aulas online em plataformas de conferências e redes sociais e da prática de corrida. Segundo uma pesquisa realizada pela Asics com 14 mil pessoas em 12 mercados, incluindo o Brasil, 36% dos corredores ficaram mais ativos durante a quarentena em relação ao período anterior à pandemia do Covid-19. A grande maioria disse que a atividade física foi importante para a saúde mental, mesmo com todas as limitações impostas pelo isolamento social. 

A Escola de Educação Física e Esporte da USP de Ribeirão Preto também anunciou uma pesquisa internacional,  juntamente com universidades da Espanha e América Latina, para investigar esse tema.