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Como o varejo chinês está usando as lives para aumentar vendas?

Se por aqui, as medidas de isolamento para conter a transmissão do novo Coronavírus ainda estão longe de terminar, na China, a reabertura do comércio já é uma realidade, mas cada vez mais se utilizando do meio virtual. E tanto lá quanto aqui, a grande tendência do momento são as lives, que permitem às empresas estar próximas dos consumidores cada vez mais conectados nas redes sociais. Neste artigo, falaremos como os varejistas chineses estão usando as lives para demonstrar e vender seus produtos e como nós, aqui na Máindi, estamos atuando com nossos clientes nessa frente. 

Exemplos da China

Por lá, as lives foram adotadas pelos grandes players do varejo como uma forma eficiente de estar próximo dos clientes durante o fechamento das lojas físicas e assim, manter os negócios funcionando e gerar receitas. E mesmo com a reabertura das lojas físicas, essa forma de exposição e abordagem está sendo usada para marcar presença no ambiente digital e a expectativa é que as melhores práticas de transmissão ao vivo se mantenham no longo prazo.

Um exemplo é um festival de compras on-line, realizado entre 28 de abril e 10 de maio pelo governo chinês, por meio de uma parceria entre os ministérios do Comércio e da Indústria e Tecnologia da Informação, junto com a Agência dos Correios do Estado e a Associação de Consumidores da China. Em sua segunda edição, o evento contou com a participação de 115 companhias de e-commerce, mais de 100 mil marcas e mais de 1 milhões de lojas online. As promoções e vendas ao vivo predominaram, com mais de 700 mil transmissões realizadas, que tiveram uma audiência de mais de 2,9 bilhões de espectadores. Segundo o Ministério do Comércio chinês, as empresas registraram 182,51 bilhões de yuans em vendas, 1,37 vezes mais em relação ao volume registrado na edição de 2019. 

O festival também indicou algumas tendências de consumo, como um maior senso de reconhecimento de produtos nacionais, especialmente entre os consumidores mais jovens e uma grande procura por algumas categorias de produtos, como os consoles, produtos digitais inteligentes e celulares 5G.

Outros exemplos de lives no varejo foram os da rede de supermercados Hema e dos  serviços de e-commerce como Taobao e Pingduoduo, líderes em vendas online. A primeira começou a promover lives com webcelebridades preparando receitas, que foram responsáveis por gerar até um milhão de downloads do app do supermercado online em um único dia. A Hema anunciou que continuará com as transmissões ao vivo com convidados famosos mesmo após a reabertura das lojas, no final de março. Já as empresas de e-commerce também apostaram em live streaming de testes de produtos, como maquiagem, roupas e eletrônicos e estão mantendo a prática após o fim da quarentena.

A nossa experiência com as lives

Seguindo o exemplo dos varejistas chineses, também assessoramos nossos clientes na realização de suas lives e os sugerimos para entrevistas para as redes sociais de veículos de comunicação, jornalistas e influenciadores. Confira alguns resultados:

Para ter bons resultados, é importante ter alguns cuidados:

  • Divulgue o evento com antecedência nas redes sociais: algumas empresas utilizam a “contagem regressiva” nos stories para lembrar os seguidores que clicarem neste recurso quando a transmissão estiver prestes a começar;
  • Crie uma conversa antes da live: para ter um bom aproveitamento deste momento de interação com o consumidor, o ideal é fazer uma espécie de preparação para antecipar possíveis questionamentos que podem ser feitos ao vivo pelos clientes. Isso pode ser feito por meio de espaços para dúvidas em posts no feed ou nos stories, selecionando as principais para serem respondidas durante a transmissão. Também é uma forma de gerar conversas mais reais e autênticas;
  • Preste atenção à qualidade técnica da imagem e do som e se a iluminação e o enquadramento estão adequados e coloque-se no lugar do público que irá assistir;
  • Faça bom uso dos dados: as lives podem ser gravadas e publicadas posteriormente no IGTV ou nos stories. Aproveite essa oportunidade para captar e mensurar dados para identificar seu público e suas necessidades. 

Em suma, a live é uma ferramenta muito interessante para interagir com o consumidor e aproveitar a audiência que está confinada e super conectada durante o fechamento do comércio, mas que pode ser aperfeiçoada e que deve se manter por muito tempo.  

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