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Protestos antirracismo movimentam o mundo esportivo

Atletas, entidades e profissionais do esporte manifestaram-se em prol dos protestos contra a sistemática violência policial contra pessoas negras, cujo estopim foi o assassinato de George Floyd, um homem negro sufocado até a morte por um policial branco, em Minneapolis, nos Estados Unidos, em 2 de junho, e ganhou o mundo. Aqui no Brasil, a comoção em relação ao tema foi reforçada pela violência contra pessoas negras em meio à pandemia, representada pelas mortes do adolescente João Pedro, baleado dentro de casa por uma ação policial, no Rio de Janeiro, e do menino Miguel, de 5 anos, no Recife-PE, deixado sozinho no elevador pela patroa da sua mãe.

O tema foi bastante explorado na mídia sob o recorte esportivo, em reportagens que resgataram casos de silenciamento sistemático de atletas negros por se expressarem contra a opressão racial, principalmente, respondendo às indagações sobre o posicionamento de jogadores brasileiros em relação ao racismo

Um dos casos mais citados foi o do jogador de futebol americano Colin Kaepernick, que em apoio a protestos contra a violência policial em 2016, começou a se ajoelhar durante o hino nacional norte-americano tocado antes dos jogos da NFL e usou meias que tinham imagens de policiais caracterizados como porcos durante os jogos. Em resposta, o jogador teve o contrato rescindido com sua antiga equipe e nunca mais se recolocou no futebol americano. Durante as manifestações recentes nos EUA, o ex-jogador ofereceu pagar advogados para manifestantes presos.

Em resposta às manifestações, entidades como a FIFA e NFL divulgaram comunicados expressando apoio tardio à causa. O astro do basquete Michael Jordan também anunciou a doação de 100 milhões de dólares para o combate ao racismo. 

Entre os atletas brasileiros que relataram suas experiências com o racismo e participaram dos protestos estão o jogador Tchê Tchê, do SPFC, Reinaldo, ídolo do Atlético-MG e o ex-goleiro Aranha (Santos FC).  

Marketing esportivo e o combate ao racismo

Nós, da Máindi, acreditamos que é fundamental se posicionar contra o racismo sempre e, mais do que isso, manter a posição para que a mudança ocorra. Lendo sobre o assunto, ouvindo pessoas pretas, pesquisando e compartilhando o conhecimento produzido por elas e falando sobre o assunto com quem está ao nosso redor. E que esse posicionamento não seja momentâneo e, sim, um espaço para apoiar negros de todas as esferas diariamente.

Lembrando que no Brasil, 56% da população é negra, contra 13% nos EUA e que, segundo a Organização das Nações Unidas, um jovem negro morre a cada 23 minutos, o debate é urgente e não pode mais como ser ignorado pelas marcas. 

Como contribuição, compartilhamos em nossas redes uma matéria bastante valiosa do PROPMARK, escrita pela Danúbia Paraízo, em março, que já alertava que o mercado da comunicação ainda precisa aprender muito sobre esse tema.

O combate ao racismo também foi repercutido pela imprensa especializada em marketing, em reportagens sobre o papel das marcas no combate ao racismo e como aplicar na prática o movimento Black Lives Matter

Um ponto de atenção em relação ao papel das marcas no enfrentamento ao racismo é avaliar internamente como a empresa está organizada para que a comunicação esteja alinhada à prática. Ou seja, não basta se dizer contra o racismo e não contratar pessoas negras, ter produtos que não conversam e com um custo inacessível para este público. 

Daí, a importância de aumentar a representatividade nas mais diversas frentes para gerar mais empatia, escuta, acolhimento e o pleno entendimento de suas necessidades, além de dar voz à sua expressão plena e às denúncias de racismo, para que elas possam ser combatidas com eficiência.    

Destacamos algumas iniciativas que surgiram para apoiar a causa:

Manifesto #sejaantirracista – O Instituto Capitalismo Consciente Brasil, que é #clienteMáindi, somou esforços com o Sistema B e o Instituto Identidades do Brasil, idealizadores do movimento que pretende incentivar que pessoas e empresas assumam publicamente o compromisso de agir de forma efetiva pela igualdade racial. Por meio dos seus canais de comunicação, assumiu o compromisso de transformação interna, por meio da educação sobre o tema e engajamento da comunidade a esta causa.

Curso “Diversidades – Educação Antirracista” – oferecido gratuitamente pelo Senac, o curso online, apresentado pela professora e historiadora Suzane Jardim, propõe uma abordagem didática e sistêmica sobre as relações raciais; 

Pretos no Enem – A ação 100% voluntária tem o objetivo de contribuir com o ingresso de pessoas negras em situação de vulnerabilidade socioeconômica na universidade. Os voluntários podem ajudá-las pagando sua inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para se voluntariar, é preciso preencher um formulário informando quantos boletos quer pagar e contato.

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